Recebi este email que reproduzo abaixo, do Instituto Vladimir Herzog, para os amigos que estão em São Paulo. Dá vontade de ir. Vejam só:
A Catedral da Sé de São Paulo está ligada à História da Resistência, da valorização da Vida e do encontro no respeito das diversidades étnicas e religiosas. O nome de Vladimir Herzog está ligado à Catedral através do histórico ato cívico por ocasião da sua morte em 1975. Milhares de pessoas se reuniram para ouvir uma palavra de conforto numa cerimônia religiosa tríplice entre católicos, protestantes e judeus.
No dia 25 de Janeiro de 2013, quando a cidade de São Paulo comemora o seu 458º aniversário, o Instituto Vladimir Herzog traz novamente ao Brasil a execução da cantata cênica “O Diário de Anne Frank“ de Leopoldo Gamberini, composta em 1958, com a colaboração de Otto Frank, pai de Anne e do então jovem pianista Daniel Barenboim.
A obra é inspirada no relato de Anne Frank e ilustra a tragédia que assolou o mundo durante a guerra. A primeira audição completa, com orquestra, foi realizada na Berlin Staats Oper e em seguida no Conservatório Giuseppe Verdi di Milano, dirigida pelo Maestro brasileiro Martinho Lutero Galati De Oliveira e, recentemente, Junho e Julho de 2012, no Auditório Ibirapuera de São Paulo.
A obra é narrada pelo coro, que prepara as cenas descritas e contadas pela própria Anne Frank, protagonizada pela soprano solista. A ambientação da guerra, dos bombardeios, dos sinos das igrejas, que Anne Frank ouvia como sinal de vida dentro do campo de concentração, são efeitos de live-electronics baseados em gravações originais de época, como a sirene alemã dos avisos de bombardeio. A partitura é complementada com acompanhamento de orquestra sinfônica numa escritura típica orquestral italiana do pós-guerra.
No Brasil a cantata teve grande participação de público e muitos pedidos de repetição. A ideia é fazer uma releitura da obra em chave mais profunda e reflexiva, no ambiente da Catedral da Sé, celebrando a vida de Vladimir Herzog, a paz e a convivência pacífica entre a diversidade dos homens. O concerto, com entrada franca, será precedido por um ato inter-religioso conduzido pelo Cardeal Dom Odilo Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, com a participação das diversas religiões atuantes na Capital paulista, como parte das comemorações do 458º aniversário da Cidade.